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8 motivos para parar de se automedicar agora!

Você, provavelmente, já tomou algum tipo de remédio sem prescrição médica. Seja para tratar um desconforto no estômago, uma gripe ou uma dor de cabeça, a automedicação surge como uma solução para o alívio imediato.

Porém, essa prática pode ser bastante prejudicial à saúde, principalmente quando ocorre com frequência. Pensando nisso, preparamos uma lista com os 8 principais motivos para parar de se automedicar agora mesmo!

1. A automedicação pode mascarar doenças graves

Pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos sem prescrição médica, principalmente de analgésicos, podem estar mascarando doenças graves e retardando o diagnóstico preciso.

A dor de cabeça frequente, por exemplo, pode indicar problemas de hipertensão, aneurisma, meningite ou até mesmo um tumor. Infelizmente, esse sintoma costuma ser negligenciado, o que pode levar ao agravamento dessas doenças.

Quanto mais precocemente uma doença for diagnosticada, maiores são as chances de realizar um tratamento de sucesso. Por isso, aprenda a ouvir as mensagens que o seu corpo envia e não ignore sintomas importantes por meio da automedicação.

2. Medicamentos podem gerar efeitos colaterais

Basta ler a bula de qualquer remédio para saber: medicamentos podem causar efeitos colaterais graves. Isso também vale para os medicamentos naturais, fitoterápicos e homeopáticos.

Até mesmo os medicamentos simples, que estamos habituados a utilizar no dia a dia, como os descongestionantes nasais e os xaropes, podem provocar sintomas sérios, como aumento da pressão arterial e taquicardia, respectivamente.

Mulheres grávidas devem tomar ainda mais cuidado com o uso de medicamentos, pois o consumo de algumas substâncias pode prejudicar o bebê, causando má-formação fetal e até mesmo aborto. Os medicamentos também podem afetar o leite materno, aumentando o risco do bebê contrair doenças como a Síndrome de Reye.

Médicos e farmacêuticos podem alertar os consumidores sobre os riscos da automedicação. Conhecer os princípios ativos e a procedência das substâncias que consumimos é fundamental para evitar danos graves à saúde. Informe-se com os profissionais qualificados e adote o hábito de ler a bula dos remédios.

3. Antibióticos podem tornar as bactérias mais resistentes

Os antibióticos são medicamentos que têm a função de impedir a multiplicação de bactérias no organismo, porém, o uso indiscriminado desses remédios favorece o surgimento de micro-organismos mais resistentes às drogas.

No organismo, os antibióticos atacam não apenas as bactérias que estão causando a doença, mas também a flora bacteriana, que tem a função de proteger o corpo. Ao usar antibióticos sem necessidade, perdemos a defesa do organismo e os remédios deixam de fazer efeito.

Nesses casos, é preciso usar medicamentos cada vez mais fortes para combater as bactérias, o que pode enfraquecer ainda mais a flora bacteriana. Com isso, acabamos criando superbactérias que são mais resistentes e podem agravar consideravelmente o nosso estado de saúde.

4. Errar na dose representa um grande perigo

Com o objetivo de conquistar o alívio imediato para as dores ou da febre, muitas pessoas extrapolam nas doses de medicamentos, o que representa um grande perigo para o organismo.

A superdosagem de medicamentos pode causar efeitos colaterais graves, como problemas gástricos, doenças renais, hipertensão, taquicardia e danos no fígado. Dependendo do princípio ativo do medicamento, ela pode levar à morte. Portanto, respeite a quantidade exata que foi indicada pelo seu médico.

5. Combinar medicamentos pode causar danos à saúde

A mistura de diferentes tipos de medicamentos pode causar uma reação chamada interação medicamentosa. Quando isso ocorre, os efeitos dos remédios podem ser potencializados ou diminuídos, causando efeitos colaterais ou até mesmo anulando a ação de um medicamento.

Os princípios ativos de um antibiótico, por exemplo, podem comprometer o efeito da pílula anticoncepcional. Todas essas informações podem ser consideradas e informadas pelo médico e pelo farmacêutico. Portanto, é muito importante informar quais são os remédios que você já utiliza para esses profissionais, além de evitar a automedicação.

6. As pessoas reagem aos medicamentos de formas diferentes

É muito comum que pessoas recomendem remédios que já utilizaram para os seus parentes e amigos, mas é de extrema importância compreender que os nossos organismos não são iguais, portanto, reagimos de diferentes formas aos medicamentos.

Quando um médico receita um remédio a um paciente, ele considera diversos fatores subjetivos, como síntomas apresentados, características físicas e hábitos de vida. O que pode fazer muito bem para uma pessoa, pode ser extremamente prejudicial para outra.

Por isso, além de evitar a automedicação, nunca indique ou dê medicamentos seus. Nesses casos, a intenção de ajudar pode acabar prejudicando a saúde e o bem-estar das pessoas ao seu redor.

7. Medicamentos podem causar dependência

Alguns medicamentos, como analgésicos, antidepressivos e ansiolíticos podem causar dependência química. Por isso, o uso desse tipo de remédio deve ser prescrito e acompanhado regularmente por um médico.

Além disso, o organismo pode se acostumar com as substâncias contidas no medicamento, fazendo com que sejam necessárias doses cada vez maiores para que os mesmo resultados anteriores sejam atingidos. Na área médica, esse tipo de reação é chamado de “efeito rebote”.

Neste caso, o risco de complicações por superdosagem é grande e pode ser necessário realizar a retirada da medicação de maneira gradual, para que o organismo não sinta os efeitos da abstinência.

8. Não existe forma segura para se automedicar

Como já citamos, até mesmo medicamentos considerados simples e inofensivos podem causar efeitos colaterais e representar um grande perigo para a saúde. Portanto, não existe qualquer tipo de forma segura para a automedicação.

As pessoas têm uma ideia errada sobre o uso de remédios: pensam que, se a compra do medicamento pode ser realizada sem a necessidade de um receituário médico, o seu consumo está liberado. Mas isso não é verdade.

O ideal é consultar um médico sempre que surgir algum sintoma, além de conversar com o farmacêutico sobre o uso, a administração e a forma de conservação dos medicamentos.

Agora que você já conhece os maiores motivos para parar de se automedicar, adote novos hábitos e previna-se contra efeitos colaterais indesejados. E conte sempre com a ajuda do seu médico e de um farmacêutico de confiança.

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Comments (3)

  1. Amei o artigo, ganhou mais um leitor desde portal de grande conteudo, espero que continue a eleborar sempre sempre coisa de qualidade como vc vem fazendo, obrigado.

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