11 motivos para parar de se automedicar agora!

Você provavelmente já tomou algum tipo de remédio sem prescrição médica. Seja para tratar um desconforto no estômago, uma gripe ou uma dor de cabeça, a automedicação surge como uma solução para o alívio imediato.

Porém, essa prática pode ser bastante prejudicial à saúde, principalmente quando ocorre com frequência. Pensando nisso, preparamos uma lista com os 8 principais motivos para você parar de se automedicar agora mesmo!

1. A automedicação pode mascarar doenças graves

Pessoas que fazem uso contínuo de medicamentos sem prescrição médica, principalmente de analgésicos, podem estar mascarando doenças graves e retardando o diagnóstico preciso.

A dor de cabeça frequente, por exemplo, pode indicar problemas de hipertensão, aneurisma, meningite ou, até mesmo, um tumor. Infelizmente, esse sintoma costuma ser negligenciado, o que pode levar ao agravamento dessas doenças.

Quanto mais precocemente uma doença for diagnosticada, maiores são as chances de realizar um tratamento de sucesso. Por isso, aprenda a ouvir as mensagens que o seu corpo envia e não ignore sintomas importantes por meio da automedicação.

2. Medicamentos podem gerar efeitos colaterais

Basta ler a bula de qualquer remédio para saber: medicamentos podem causar efeitos colaterais graves. Isso também vale para os medicamentos naturaisfitoterápicos e homeopáticos.

Até mesmo os medicamentos simples, que estamos habituados a utilizar no dia a dia, como os descongestionantes nasais e os xaropes, podem provocar sintomas sérios, como aumento da pressão arterial e taquicardia, respectivamente.

Mulheres grávidas devem tomar ainda mais cuidado com o uso de medicamentos, pois o consumo de algumas substâncias pode prejudicar o bebê, causando má-formação fetal e até mesmo aborto. Os medicamentos também podem afetar o leite materno, aumentando o risco do bebê contrair doenças como a Síndrome de Reye.

Médicos e farmacêuticos podem alertar os consumidores sobre os riscos da automedicação. Conhecer os princípios ativos e a procedência das substâncias que consumimos é fundamental para evitar danos graves à saúde. Informe-se com os profissionais qualificados e adote o hábito de ler a bula dos remédios.

3. Antibióticos podem tornar as bactérias mais resistentes

Os antibióticos são medicamentos que têm a função de impedir a multiplicação de bactérias no organismo, porém, o uso indiscriminado desses remédios favorece o surgimento de microrganismos mais resistentes às drogas.

No organismo, os antibióticos atacam não apenas as bactérias que estão causando a doença, mas também a flora bacteriana, que tem a função de proteger o corpo. Ao usar antibióticos sem necessidade, perdemos a defesa do organismo e os remédios deixam de fazer efeito.

Nesses casos, é preciso usar medicamentos cada vez mais fortes para combater as bactérias, o que pode enfraquecer ainda mais a flora bacteriana. Com isso, acabamos criando superbactérias que são mais resistentes e podem agravar consideravelmente o nosso estado de saúde.

4. Não seguir o período de tratamento também traz riscos

A automedicação não consiste apenas em começar a tomar remédios por conta própria, como também em não tomar conforme prescrição médica. Isso ocorre principalmente em casos de infecções bacterianas, para as quais os antibióticos são mais receitados.

Os médicos receitam a quantidade exata de medicamento e a durabilidade do tratamento, que devem ser levados à risca. Muitas pessoas, ao notarem uma melhora logo no início, deixam de continuar tomando o remédio.

Essa melhora pode ser devido à diminuição da carga microbiana no organismo, mas não sua extinção. Esses microrganismos só serão eliminados com a quantidade adequada de medicamento.

Quando o uso é interrompido, eles voltam a se proliferar e deixam a pessoa doente de novo. Além disso, essa interrupção os deixa ainda mais fortes, sendo preciso uma dose maior de antibióticos para eliminá-los.

5. Errar na dose representa um grande perigo

Com o objetivo de conquistar o alívio imediato para as dores ou a febre, muitas pessoas extrapolam nas doses de medicamentos, o que representa um grande perigo para o organismo.

A superdosagem de medicamentos pode causar efeitos colaterais graves, como problemas gástricos, doenças renais, hipertensão, taquicardia e danos no fígado. Dependendo do princípio ativo do medicamento, ela pode levar à morte. Portanto, respeite a quantidade exata que foi indicada pelo seu médico.

6. Combinar medicamentos pode causar danos à saúde

A mistura de diferentes tipos de medicamentos pode causar uma reação chamada interação medicamentosa. Quando isso ocorre, os efeitos dos remédios podem ser potencializados ou diminuídos, causando efeitos colaterais ou, até mesmo, anulando a ação de um medicamento.

Os princípios ativos de um antibiótico, por exemplo, podem comprometer o efeito da pílula anticoncepcional. Todas essas informações podem ser consideradas e informadas pelo médico e pelo farmacêutico. Portanto, é muito importante mencionar para esses profissionais quais são os remédios que você já utiliza, além de evitar a automedicação.

7. As pessoas reagem aos medicamentos de formas diferentes

É muito comum que pessoas recomendem remédios que já utilizaram para os seus parentes e amigos, mas é de extrema importância compreender que os nossos organismos não são iguais, portanto, reagimos de diferentes formas aos medicamentos.

Quando um médico receita um remédio a um paciente, ele considera diversos fatores subjetivos, como sintomas apresentados, hábitos de vida e características físicas, como idade, peso, possíveis alergias a determinadas substâncias e histórico de saúde.

O que pode fazer muito bem para uma pessoa, pode ser extremamente prejudicial para outra. Por isso, além de evitar a automedicação, nunca indique ou dê medicamentos seus. Nesses casos, a intenção de ajudar pode prejudicar a saúde e o bem-estar das pessoas ao seu redor.

8. Medicamentos podem causar dependência

Alguns medicamentos, como analgésicos, antidepressivos e ansiolíticos podem causar dependência química. Por isso, o uso desse tipo de remédio deve ser prescrito e acompanhado regularmente por um médico.

Além disso, o organismo pode se acostumar com as substâncias contidas no medicamento, fazendo com que sejam necessárias doses cada vez maiores para que os mesmos resultados anteriores sejam atingidos. Na área médica, esse tipo de reação é chamado de “efeito rebote”.

Nesse caso, o risco de complicações por superdosagem é grande e pode ser necessário realizar a retirada da medicação de maneira gradual, para que o organismo não sinta os efeitos da abstinência.

9. Há risco de intoxicação

Intoxicação é o conjunto de sintomas provocados pela exposição a substâncias químicas, e sua principal causa é a ingestão de medicamentos sem prescrição médica, ou seja, por meio da automedicação. Também, há casos de crianças que ingerem essas substâncias por acidente.

Por esse motivo, é importante não manter remédios em casa, muito menos em locais de fácil acesso. Como a intoxicação é considerada uma forma de envenenamento, pode ocorrer reações locais (dor local, vermelhidão na pele) ou sistêmicas, como suor intenso, taquicardia, febre, vômitos, convulsões, coma e, até mesmo, a morte.

Assim, diante do surgimento de sintomas que indiquem esse problema, deve-se ir imediatamente ao pronto-socorro para que o tratamento correto seja feito com remédios ou antídotos receitados por médicos, lavagem gástrica ou outros procedimentos conforme cada caso.

10. Guardar remédios em casa induz a automedicação

Muitas vezes, as caixas de remédios vêm com quantidade superior a que o médico prescreveu para o tratamento. Então, o restante é guardado em casa, o que contribui para a pessoa se automedicar. Então, quando sente sintomas parecidos, volta a tomar o mesmo remédio sem consultar um médico novamente.

Ainda há o fato de os medicamentos serem armazenados de forma inadequada, deixando-os expostos à umidade, temperaturas altas e luz. Isso faz com que suas propriedades sejam alteradas, causando efeitos prejudiciais e contrários ao seu fim.

Por esse motivo, o ideal é optar por medicamentos manipulados. A farmácia manipulará apenas a quantidade recomendada pelo médico, na dosagem exata. Além de ser mais econômico, não há sobra de remédios. Isso evita a intoxicação, ingestão de dosagem errada e também a automedicação do que restou.

11. Não existe forma segura para se automedicar

Como já citamos, até mesmo medicamentos considerados simples e inofensivos podem causar efeitos colaterais e representar um grande perigo para a saúde. Portanto, não existe nenhum tipo de forma segura para a automedicação.

As pessoas têm uma ideia errada sobre o uso de remédios: pensam que, se a compra do medicamento pode ser realizada sem a necessidade de um receituário médico, o seu consumo está liberado. Mas isso não é verdade.

O ideal é consultar um médico sempre que surgir algum sintoma, pois somente ele poderá diagnosticar a causa e prescrever o tratamento adequado. É fundamental o acompanhamento desse profissional. Caso surja alguma reação durante o uso do remédio recomendado, ele deve ser consultado para indicar o procedimento correto.

Mesmo que você volte a sentir sintomas de alguma doença que já teve e tratou com determinado remédio, o ideal é não se automedicar e sempre recorrer a um profissional da área. Portanto, siga à risca suas recomendações e também converse com o farmacêutico sobre o uso, a administração e a forma de conservação dos medicamentos.

Agora que você já conhece os maiores motivos para parar de se automedicar, adote novos hábitos e previna-se contra efeitos colaterais indesejados. Além disso, conte sempre com a ajuda do seu médico e de um farmacêutico de confiança.

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Comments (3)

  1. Amei o artigo, ganhou mais um leitor desde portal de grande conteudo, espero que continue a eleborar sempre sempre coisa de qualidade como vc vem fazendo, obrigado.

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