Afinal, o que é isoflavona e como ela ajuda a saúde da mulher?

Você já ouviu falar em isoflavona? O nome pode parecer estranho, mas trata-se de uma substância presente nos grãos de soja e em seus derivados. Quando consumida, pode ser uma excelente aliada da saúde da mulher, pois ajuda a manter seu organismo equilibrado e com funcionamento eficiente.

Entre seus diversos benefícios está a capacidade de auxiliar em tratamentos de doenças como a osteoporose, o colesterol alto e a diabetes. A isoflavona também pode amenizar os sintomas comuns de períodos como a tensão pré-menstrual (TPM) e a menopausa.

A utilização da substância tem sido amplamente estudada desde a sua descoberta e há indícios até de que ela pode prevenir doenças do coração. E não para por aí: o consumo frequente da isoflavona nas refeições pode ser um ponto determinante para quem busca emagrecer com saúde.

Para que você saiba o que é isoflavona, como seu consumo pode ser importante na suplementação alimentar e, ainda, qual o impacto que ela tem na saúde das mulheres, preparamos este post com algumas das principais informações sobre o assunto. Confira!

O que é isoflavona?

A isoflavona é uma substância retirada da soja e de seus derivados. Sua composição se assemelha à do estrogênio, o hormônio que é produzido naturalmente pelo corpo da mulher, e por essa razão, ela também é chamada de fitoestrogênio.

Seus usos e benefícios foram descobertos há cerca de 30 anos, no Japão. Lá, pesquisadores perceberam que as mulheres japonesas (que consomem muita soja na alimentação diária) pareciam sofrer menos com os sintomas da menopausa e que havia menor incidência de câncer de mama nessa população do que em mulheres ocidentais.

A partir daí, muitos outros estudos foram feitos para mostrar a quantidade de benefícios do consumo da soja e, em consequência, o impacto da isoflavona no organismo. Tanto que aqui no Brasil também já há comprovação científica que indica as vantagens de seu consumo diário.

Em estudo publicado na Revista de Nutrição, da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), pesquisadores testaram a substância em 21 mulheres. O objetivo era perceber se a isoflavona poderia exercer alguma influência sobre organismo, principalmente na incidência de doenças cardiovasculares, comuns na menopausa.

Cada uma das mulheres que participou do experimento consumiu cerca de 80mg de isoflavona diariamente de cinco a dez semanas. Com isso, ficou comprovado que as que a usaram tiveram uma melhora de 26% na elasticidade das artérias de forma a favorecer a prevenção das doenças do coração e, em alguns casos, até seu tratamento.

Esses resultados, que aparecem desde a descoberta da substância, dão força para que a isoflavona continue a ser altamente difundida no mundo e seu consumo indicado por muitos especialistas.

Como a substância age no organismo?

A isoflavona, quando ingerida — por meio de medicamentos manipulados ou alimentos derivados da soja — é absorvida pela flora intestinal, que a transporta para a corrente sanguínea. A partir do sangue, ela passa para os diversos tecidos que formam o corpo e pode, então, começar a agir no organismo.

Seu mecanismo de ação tem como base uma estrutura muito semelhante à dos estrogênios: por isso, permite que a substância seja reconhecida pelo corpo como um hormônio natural. A associação, então, não é por acaso.

Como consequência disso, esse fitoestrogênio é capaz de repor os hormônios que têm sua produção diminuída em fases como a menopausa e a TPM. Isso ajuda a controlar os sintomas negativos desses períodos, como dores de cabeça, ansiedade, depressão, irritabilidade, enjoos e ondas de calor.

A isoflavona também tem a capacidade de inibir o crescimento de células neoplásticas, o que previne o desenvolvimento de câncer de mama. Além disso, suas propriedades antioxidantes neutralizam a oxidação do colesterol de baixa densidade (Low Density Lipoprotein – LDL), que é considerado ruim, ao diminuir seus níveis no sangue.

Como ela pode ser consumida?

A isoflavona é uma substância versátil que pode ser ingerida de diversas maneiras. Entre os alimentos que a contêm estão os grãos de soja, a soja em grãos verdes (edamame), o tofu, a farinha de soja e as sementes de linhaça.

Todos eles podem ser facilmente incluídos na dieta, já que, além da forma natural, estão na composição de vários produtos culinários. É possível, por exemplo, substituir a carne bovina pela de soja, que é rica em proteínas e tem pouca gordura — uma ótima opção para os interessados em perder peso. Essa carne pode ser utilizada em receitas de hambúrgueres, rocamboles, quibes, almôndegas e outros.

Quando a rotina alimentar é rica em grãos, como é o caso da soja e da linhaça, há ainda a possibilidade de perda de peso natural. Isso porque essas proteínas ajudam a manter a saciedade e, assim, favorecem a redução dos quilos a mais.

Outra opção para o consumo é adicionar os grãos a saladas, entradas, farofas, tortas e lanches. O mesmo vale para as sementes de linhaça, que são um ótimo complemento para receitas de saladas, carnes e refogados.

Para quem leva uma vida corrida ou apenas precisa de uma ajuda extra da isoflavona, uma alternativa interessante para seu consumo são as cápsulas ou medicamentos manipulados em farmácias especializadas. De forma geral, a quantidade ideal do fitoestrogênio que deve ser ingerida por dia é de cerca de 40 mg.

Essa quantidade pode variar de acordo com as necessidades de cada organismo. É importante buscar orientação profissional para saber quando e como consumir a suplementação alimentar para melhor atingir os resultados almejados. No caso da soja, o cuidado é necessário pois a isoflavona pode alterar o funcionamento da tireoide.

A substância não será indicada de para mulheres que tenham alergia a soja e seus derivados. Também não é recomendada sem acompanhamento médico para crianças, gestantes e mulheres que estejam no período de amamentação.

Quais são seus benefícios para a saúde?

As funções e os benefícios da isoflavona para o corpo são muitos. Veja, a seguir, alguns deles!

Permite a reposição hormonal sem efeitos colaterais

Por ter uma estrutura parecida com os estrogênios, as isoflavonas são uma ótima fonte de reposição hormonal. Além da sua eficiência nesse tipo de tratamento, elas também têm a vantagem de ser menos agressivas e produzir menos efeitos colaterais, diferentemente dos hormônios sintéticos disponíveis no mercado.

Atenua os sintomas da TPM e da menopausa

A isoflavona, por agir como o hormônio feminino, pode auxiliar na diminuição de dores de cabeça, calor excessivo, insônia, ansiedade e outros sintomas que estão presentes no ciclo menstrual e na menopausa de grande parte das mulheres.

Reduz o colesterol

Essa substância é uma ótima alternativa natural para os tratamentos de colesterol alto. Afinal, sua ação no organismo é capaz de reduzir o nível do LDL e aumentar a quantidade de colesterol de alta densidade (High Density Lipoprotein – HDL) presentes no organismo.

Previne os cânceres de mama e de colo de útero

Uma estudo com base no consumo de isoflavonas publicado na Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (RBGO) mostra que mulheres que ingeriram uma dose diária de 45 mg da substância tiveram a duração de seu ciclo menstrual aumentada.

Isso diminui as chances de desenvolvimento de câncer de mama. Além disso, seu consumo inibe o crescimento de células de mama e de cólon que podem ser causadoras de câncer.

Combate a osteoporose

Uma das vantagens das isoflavonas é sua ação na prevenção da osteoporose, causada pela redução de massa e tecido ósseo ao longo dos anos. Um dos fatores que influencia o aparecimento da doença é a menopausa, que causa a diminuição dos níveis de estrogênio no corpo feminina.

Em razão disso, o consumo desse fitoestrogênio é capaz de repor esse hormônio. E isso reverte o quadro de perda de massa óssea.

Favorece o controle da diabetes

Quem convive com a diabetes sabe os desafios que giram em torno do controle do índice glicêmico. A boa notícia é que a pesquisa publicada na Revista de Nutrição indica que a isoflavona pode ser uma aliada no combate ao problema. Seu consumo reduz os níveis de glicose no sangue por meio de uma proteína encontrada nela.

Os índices glicêmicos mais próximos da normalidade foram observados em animais e culturas de células. Para alguns pesquisadores, a isoflavona é uma promessa promissora para o tratamento da diabetes, principalmente quando se fala do tipo 2.

Combate os radicais livres

As isoflavonas têm ação antioxidante, o que permite que combatam os radicais livres presentes no organismo. Esses elementos, que são prejudiciais ao metabolismo, são formados como resíduo das atividades celulares e têm seu nível aumentado por meio de fatores externos, como a exposição à luz solar, o contato com a poluição e o estresse.

A ação antioxidante desempenhada pela isoflavona faz que ela consiga auxiliar na prevenção do envelhecimento precoce, no tratamento de inflamações e cicatrizes, no reparo de danos causados na pele e também na prevenção de doenças cardíacas.

A isoflavona, então, desempenha diversas funções no organismo: previne doenças, garante o funcionamento correto de órgãos e tecidos e inibe o aparecimento de elementos prejudiciais. Além disso, é completamente natural e pode ser encontrada facilmente — o que a torna uma ótima aliada da saúde das mulheres.

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