Você é o que você come? Saiba por que isso faz sentido

Quem nunca ouviu a frase “você é o que você come”? Ela é tão dita justamente porque faz todo o sentido.

Você já deve ter sentido, por exemplo, que, por mais que faça exercícios físicos, a gordura localizada demora muito a sumir. Tudo isso provavelmente está acontecendo porque a sua alimentação não está de acordo com os seus objetivos.

Muitos profissionais afirmam que a boa forma depende 80% da alimentação, e os demais 20% ficam a cargo da atividade física. Não estamos dizendo aqui que você deve parar de praticar exercícios (de forma alguma!), afinal de contas, eles promovem inúmeros benefícios para a saúde.

O que queremos dizer é que o seu objetivo pode não ser alcançado se você não adequar a sua alimentação.

Quer saber mais sobre esse tema? Então continue lendo este post!

Qual é a importância da alimentação nas nossas vidas?

O número de pessoas com doenças crônicas vem crescendo a cada ano. Hoje temos mais hipertensos, diabéticos e, com certeza, mais obesos do que há alguns anos.

De acordo com pesquisa do Ministério da Saúde, a obesidade cresceu de 11,8% para 18,9% em apenas 10 anos no Brasil, e hoje temos 1 obeso para cada 5 brasileiros. O excesso de peso (pessoas que não são portadoras da obesidade, mas que estão acima do peso) aumentou em 26,3% no mesmo período.

Ainda de acordo com o levantamento, os péssimos hábitos alimentares da população podem ser os culpados. O consumo de feijão caiu para 61,3% dos entrevistados e apenas 1 em cada 3 adultos tem o hábito de comer hortaliças e frutas 5 dias por semana.

Um relatório de segurança alimentar feito pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) e pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas) mostrou uma mudança nos padrões alimentares dos brasileiros. Agora, estamos comendo menos alimentos frescos feitos em casa e mais comida congelada, processada e rica em sódio, gordura e açúcares.

Mas a obesidade e o excesso de peso não são as únicas as consequências da má alimentação. Entre tantas outras doenças, podem ser prevenidas com uma alimentação mais adequada:

  • a falta de disposição;

  • os problemas respiratórios;

  • a propensão ao câncer;

  • o envelhecimento celular precoce;

  • a maior chance de desenvolver doenças cognitivas; e

  • o desequilíbrio hormonal.

Além das consequências físicas, também podemos falar das emocionais. Uma dieta ruim nos deixa mais irritados, cansados, ansiosos e nervosos. Isso acaba por prejudicar, direta e indiretamente, diversas áreas das nossas vidas.

Assim, acabamos numa bola de neve: algumas pessoas acabam recorrendo aos alimentos açucarados e gordurosos para aliviar toda essa tensão.

Como a má alimentação pode nos prejudicar?

Vejamos agora, de forma mais pontual e específica, de que forma uma alimentação ruim pode prejudicar a nossa saúde consideravelmente.

Colesterol ruim (LDL)

A hipertensão arterial é uma das doenças que mais cresce no mundo. O relatório feito pela OMS constatou que, a cada 3 adultos, 1 sofre da doença que é causa de quase metade de todas as mortes no mundo que ocorre por conta de um Acidente Vascular Cerebral (também conhecido como derrame).

A hipertensão é causada por conta do acúmulo de colesterol, especificamente o LDL, na parede dos vasos sanguíneos. Formam-se as camadas placas de ateroma, que tornam a luz do vaso mais estreita. Assim, o sangue exerce uma pressão maior na hora de passar. Afinal de contas, é a mesma quantidade de sangue para um espaço menor.

E o que pode causar esse acúmulo de gordura? Carnes com alto índice de gordura, alimentos fritos, baixo consumo de gorduras boas presentes nos peixes e nas oleaginosas, muita manteiga e demais alimentos que apresentam um alto índice de gorduras ruins.

Diabetes

A diabetes pode ser de 2 tipos: 1 e 2.

Na 1ª, o indivíduo começa a perder a capacidade de produzir insulina e, na 2ª, a produção de insulina continua, mas o próprio organismo pode criar uma resistência a ela e, assim, esse hormônio não consegue ser utilizado da forma correta.

No caso da diabetes tipo 2, mais comum em idosos, uma das causas pode ser o excesso de peso e a obesidade. Isso porque, quanto mais gordura corporal acumulamos — especialmente a abdominal —, o pâncreas precisa trabalhar mais para secretar insulina, já que é ela que armazena os carboidratos na forma de gordura com o objetivo de estocar energia para o futuro.

Esse excesso de trabalho que a nossa alimentação impõe ao pâncreas acaba causando um tipo de resistência à insulina.

Câncer

Nós estamos consumindo, cada vez mais, alimentos industrializados, ricos em sódio, conservantes, corantes e diversas outras substâncias que fazem um grande mal para a nossa saúde.

Além de provocar demais problemas como a hipertensão arterial, esses alimentos costumam liberar uma quantidade considerável de radicais livres quando são metabolizados.

Os radicais livres conseguem modificar a cadeia de DNA dentro da célula e, ao se multiplicar, ela passa o erro para as demais. Esse mecanismo pode ser o início da formação de um tumor que pode desencadear o câncer.

Outra forma que esses alimentos têm de causar essa grave condição é pela presença de nitratos e nitritos em sua composição. Quando no estômago, eles se transformam em outra substância chamada nitrosamina. Ela, por sua vez, tem uma forte ação carcinogênica, podendo desenvolver o câncer de estômago.

Doenças neurodegenerativas

É um fato: a alimentação está diretamente ligada ao nosso estado físico e mental e, por isso, uma dieta ruim pode afetar o funcionamento da nossa mente e provocar doenças neurodegenerativas no futuro.

Por exemplo: o ômega 3 é uma substância excelente para estimular a atividade nos neurônios. E não é apenas isso. Além de prevenir esse tipo de patologia, uma boa alimentação pode ajudar no tratamento de doenças psiquiátricas.

Crianças com hiperatividade conseguiram alcançar melhora após consumir alimentos ricos em vitamina B, essencial para a produção de certos neurotransmissores. Por conta disso, as ligações neurológicas reduzem a excitabilidade.

Estresse

Sabia que o estresse não é causado apenas pelos problemas que enfrentamos no dia a dia? Ele também é uma consequência dos meus hábitos alimentares que adotamos. O grande problema é que entramos em um ciclo vicioso, pois, quando estamos estressados, é comum consumirmos alimentos ricos em açúcares e gorduras.

Beber muito café durante o dia, alimentar-se com comidas rápidas e prontas, pular as refeições, comer compulsivamente, não beber água, entre outros hábitos ruins pode deixar você muito mais estressado que o normal.

Como ter uma boa alimentação?

Já que você é o que você come, o 1º passo é buscar por ajuda profissional. Dificilmente você conseguirá ter a força de vontade necessária para perder peso se não souber como alcançar o objetivo.

Procure um nutrólogo e também por um nutricionista. O 1º descobrirá quais as reais necessidades do seu organismo por meio de exames, enquanto o 2º prescreverá uma dieta.

O nutrólogo pode passar alguns medicamentos manipulados que farão o seu corpo chegar a um equilíbrio de forma saudável e rápida. O nutricionista te ajudará a fazer uma reeducação alimentar para manter a sua saúde equilibrada.

Siga todas as recomendações e pratique atividades físicas. Escolha algo de que goste fazer: dança, natação, corrida, musculação, entre outros que achar mais interessante e compatível com a sua personalidade.

Está convencido de que você é o que você come? Então comece a sua mudança de hábitos agora mesmo e veja as dicas que preparamos para que você consiga manter a dieta por muito tempo!

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